sábado, 4 de julho de 2015

Rui Oliveira triunfa em scratch

O português Rui Oliveira venceu, na tarde deste sábado, a corrida de scratch de sub-23 no Grande Prémio da Polónia de pista, disputada em Pruszków. 

O corredor da Seleção Nacional/Liberty Seguros foi ladeado no pódio por dois corredores da seleção da casa, Boys korczynki e Mikolaj Soja, segundo e terceiro, respetivamente. 

Scratch é a disciplina em que Rui Oliveira se notabilizou inicialmente, conseguindo a medalha de prata na categoria de juniores, na sua primeira participação num Campeonato da Europa. 

Rui Oliveira terá a companhia do irmão gémeo, Ivo Oliveira, ao final da tarde deste sábado, na corrida de madison. 

A participação dos dois corredores portugueses no Grande Prémio da Polónia, competição de classe 1 internacional, visa preparar o Campeonato da Europa de Sub-23 e Juniores, que irá disputar-se em Atenas, na Grécia, de 14 a 19 deste mês.

Volta a França - 1ª Etapa Utrecht (Holanda) - Utrecht (Holanda)


Rohan Dennis da BMC é o primeiro líder da Volta a França 2015. 

O ciclista australíano foi o mais rápido a cumprir os 13,8 km do contra relógio individual que ocorreu na cidade de Utrecht na Holanda. O ciclista arrancou forte, num dia quente e com algum vento, para obter a sua primeira vitória num contra relógio individual e tornar-se assim o sétimo australian a envergar a "amarela".  O campeão alemão Tony Martin (Etixx-QuickStep) lutou e terminou em segundo lugar, a cinco segundos Dennis. Tendo vencido os cinco últimos contra-relógios no Tour, Fabian Cancellara conseguiu apenas o terceiro posto. 
O vencedor do ano passado Vincenzo Nibali (Astana) foi o melhor dos favoritos, cruzou a linha o 22º lugar. Chris Froome (Team Sky) terminou no 39º lugar, sete segundos atrás de Nibali, com Alberto Contador (Saxo-Tinkoff) cedenco 15 segundos, e Nairo Quintana (Movistar) 18 segundos.

O melhor português foi Tiago Machado (Katusha) com o tempo de 16.04, a 1 minuto e 8 segundos do vencedor. Segui-se José Mendes, Rui Costa e por fim o campeão português de contra relógio Nelson Oliveira. 

Ligações:


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Algumas curiosidades do Tour...


A menos de 24 horas do inicio da maior prova velocipédica do mundo, o Pedaladas na Vida deixa aqui algumas curiosidades sobre a prova.

Vejamos: 

As equipas com mais pergaminhos na discussão da geral individual são as que apresentam uma média de idades mais alta e ciclistas com mais experiência de provas de longa duração:
  • Trek – 32
  • Tinkoff – 31
  • Katusha – 31
  • Lotto – 31
  • Astana – 30
As principais equipas de sprinters são as que têm uma média de idades mais baixa:
  • Cofidis – 26
  • MTN – 27
  • Giant- Alpecin – 28
  • Cannondale – 28
  • Sky – 28

O ciclista com mais Tours, mas mesmo assim com mais alguns pela frente é Sylvan Chavanel com 15 Tours, seguido por Zubeldia 14 e Voeckler com 13 presenças. Pelo contrário, uma boa fatia do pelotão participará pela primeira vez no Tour, nada mais nada menos que 45 ciclistas.

Por nacionalidades os franceses lideram com 41 ciclistas e longe vão os tempos em que os espanhóis comandavam, muito por força do desaparecimento de equipas míticas, como a Euskadi, por exemplo. Hoje em dia, apenas a Movistar marca presença e, na equipa de Contador , nem um único compatriota seu faz parte do plantel. A Holanda é a segunda nação com 20 ciclistas e a Itália com 16. Portugal até não está mal colocado, com quatro ciclistas, tantos quantos a Polónia, Republica Checa e a África do Sul, mas ainda longe dos espanhóis com 15 atletas.

E de números estaria quase tudo falado, ou não faltasse falar de "outros" números, aqueles com que se compram os melões. Referimo-nos aos dois milhões de euros em disputa, distribuídos em várias fatias:

Etapas em linha
1ºr : 8.000 euros
2º : 4.000 euros
3º : 2.000 euros
4º : 1.200 euros
5º : 830 euros
6º ao 20ª : 200 euros cada

C/R por equipas
1ª : 10.000 euros
2ª : 5.000 euros
3ª : 2.500 euros
4ª: 1.000 euros
5ª : 800 euros

Geral individual final
1º : 450.000 euros
2º : 200.000 euros
3º : 100.000 euros
4º : 70.000 euros
5º : 50.000 euros
6º : 23.000 euros
7º : 11.500 euros
8º : 7.600 euros
9º : 4.500 euros
10º : 3.800 euros
20º : 950 euros
50º : 500 euros
A partir do 90º lugar : 400 euros a cada.

Sprint intermédio
1º : 1.500 euros
2º : 1.000 euros
3º : 500 euros

Classificação por pontos
1º : 25.000 euros
2º : 15.000 euros
3º : 10.000 euros

Cols hors catégorie
1º : 800 euros
2º : 450 euros
3º: 300 euros

Classificação do PM
1º : 25.000 euros
2º : 15.000 euros
3º : 10.000 euros

Prémio da Juventude
1º : 20.000 euros
2º : 15.000 euros
3º : 10.000 euros
4º : 5.000 euros

Classificação por equipas
Primeira por etapa : 2.800 euros
Classificação final :
1ª : 50.000 euros
2ª : 30.000 euros
3ª : 20.000 euros

Combatividade
Por etapa : 2000 euros

Super-combativo do Tour: 20.000 euros

Total dos prémios:
2.030.150 euros, assim distribuídos:

Classificação geral individual: 1.009.000 euros
Etapas: 475.000 euros
Classificação por pontos: 128.000 euros
Prémio da Montanha: 106.850 euros
Classificação Equipas: 178.000 euros

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Amaro Antunes assume liderança do Ranking nacional

O algarvio Amaro Antunes (LA Alumínios-Antarte) assumiu a primeira posição do Ranking Ciclista do Ano, após a contabilização das corridas disputadas no mês de junho, substituindo na liderança o galego Gustavo César Veloso (W52-Quinta da Lixa). 

Amaro Antunes viveu dois meses de grande fulgor, com vitórias no Alto Tâmega e na Beira Baixa, em maio, e com o recente quarto lugar no Campeonato Nacional de Fundo. O bom resultado na corrida do último domingo, ganha por Rui Costa (Lampre-Merida), permitiu ao jovem trepador algarvio subir da segunda à primeira posição do ranking. 

O ciclista da LA Alumínios-Antarte soma 415 pontos, mais 50 do que o concorrente mais direto, o vice-campeão nacional de fundo, Joni Brandão (Efapel). O líder da Taça de Portugal Liberty Seguros, Diego Rubio (Efapel), ocupa o terceiro posto, com os mesmos 365 pontos que Brandão. 

O Ranking Equipa do Ano também se modificou no último mês. A Efapel passou do terceiro para o primeiro lugar, com 1153 pontos. A LA Alumínios-Antarte segurou a segunda posição, com 1084, enquanto a W52-Quinta da Lixa caiu para o terceiro lugar, com 1067. 

Na tabela do Équipier do Ano, Hélder Oliveira (W52-Quinta da Lixa) destronou Diogo Nunes (Team Tavira), tendo agora 29 votos, mais um do que o ciclista da formação algarvia. Nuno Meireles (LA Alumínios-Antarte) é o terceiro mais votado, com 12. 

Os rankings são elaborados pela Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais, sob a égide da Federação Portuguesa de Ciclismo. 

Ranking Ciclista do Ano:

1.º Amaro Antunes (LA Alumínios-Antarte), 415 pontos 
2.º Joni Brandão (Efapel), 365 
3.º Diego Rubio (Efapel), 365 
4.º Samuel Caldeira (W52-Quinta da Lixa), 350 
5.º César Fonte (Rádio Popular-Boavista), 297 
6.º Gustavo César Veloso (W52-Quinta da Lixa), 294 
7.º Tiago Machado (Katusha), 286 
8.º Delio Fernández (W52-Quinta da Lixa), 255 
9.º Rúben Guerreiro (Axeon), 215 
10.º Vicente García de Mateos (Louletano-Ray Just Energy), 213 

Ranking Equipa do Ano:

1.ª Efapel, 1153 pontos 
2.ª LA Alumínios-Antarte, 1084 
3.ª W52-Quinta da Lixa, 1067 
4.ª Rádio Popular-Boavista, 644 
5.ª Louletano-Ray Just Energy, 531 

Ranking Équipier do Ano: 

1.º Hélder Oliveira (W52-Quinta da Lixa), 29 votos 
2.º Diogo Nunes (Team Tavira), 28 
3.º Nuno Meireles (LA Alumínios-Antarte), 12 
4.º João Matias (W52-Quinta da Lixa), 8 
5.º Bruno Silva (LA Alumínios-Antarte), 7

Ligações:

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Volta a França 2015

O Pedaladas na Vida, com a parceria do site Carro Vassoura, apresenta o guia completo do Tour deste ano. A prova terá inicio no dia 4 de Julho e terá chegada a Paris no dia 26 Julho. Serão 21 as etapas da maior, ou pelo menos a mais mediática, prova de ciclismo mundial.

Alberto Contador (TCS), Chris Froome (SKY), Nairo Quintana (MOV) e Vincenzo Nibali (AST) são os máximos favoritos ao maillot jaune, mas as surpresas sempre sucedem no decorrer de uma grande volta e esta, provavelmente, não será excepção na luta pelo pódio.Na luta pelos lugares cimeiros da geral, há que ter em conta os nomes de Rui Costa (LAM), Joaquim ‘Purito’ Rodríguez (KAT), Tejay van Garderen (BMC), Thibaut Pinot (FDJ), Jean-Christophe Peraud e Romain Bardet (ALM).

São 4 os ciclistas que irão representar as cores lusas: Rui Costa e Nélson Oliveira (Lampre Merida); Tiago Machado (Katusha); José Mendes (Bora Argo 18).

Confira aqui a lista de inscritos completa.

Este artigo ficará disponível constantemente na barra direita do Blogue. É só clicar onde diz Guia completo da Volta a França 2015. Será actualizado regularmente, com a lista de inscritos oficial, classificações e toda a informação relevante. Também podem participar na votação sobre qual será o vencedor deste edição do tour.


Sábado, 4 de julho: 1ª etapa - Utrecht (Holanda) - Utrecht (Holanda) (13,8 km, contrarelógio individual)




De Utrecht, cidade com uma das mais prestigiadas universidades da Holanda e Europa, sai uma Volta à França repleta de graduados. Três ex-vencedores do Tour - Nibali, Froome e Contador - e ainda Quintana, vencedor do Giro do último ano.
Este será o único contrarrelógio individual de um Tour feito para trepadores. Técnico, sobre as pontes e canais de Utrecht, para os trepadores se defenderem e os homens mais à-vontade nesta especialidade a procurarem aproveitar as retas existentes para ganhar segundos. Demasiado longo para sprinters, mas não o suficiente para retirar da discussão da etapa alguns contrarrelogistas mais talhados para esforços curtos, podendo rivalizar com os de longo curso, como Tony Martin ou Cancellara.
(Uma vez que a etapa tem mais de oito quilómetros, não é prólogo, mas sim "primeira etapa").

Domingo, 5 de julho: 2ª etapa - Utrecht (Holanda) - Zeeland (Holanda) (166 km)


Não haveria muitos locais mais sui generis para terminar esta etapa de Zeeland (Zelândia) do que a ilha artificial de Neeltje Jans. Não faltam ilhas artificiais na Holanda, mas esta foi construída como parte de um programa para prevenir cheias.
Mais uma vez o pelotão pedalará sobre as pontes que atravessam os canais dos Países Baixos, num dia que passam pela cidade de Roterdão, onde está instalado o maior porto da Europa.
O final plano favorece os sprinters, com os quilómetros finais a preverem-se muito nervosos.

Segunda-feira, 6 de julho: 3ª etapa - Anvers (Bélgica) - Huy (Bélgica) (159,5km)


O emblemático Mur de Huy, onde desde 1983 termina a Flèche Wallonne, prova também ela organizada pela ASO, receberá o final da terceira etapa da Volta a França 2015. A contagem de quarta categoria que lhe antecede, ainda que não motive ataques dos principais candidatos ao Tour, será importante para reduzir o pelotão, uma vez que a subida final é feita numa estrada estreita e o seu começo poderá tornar-se perigoso.
São 1300 metros a 9,6% de inclinação média, e máxima a rondar os 20%. Conhecida de muitos ciclistas, Valverde por três vezes ali venceu e Joaquim Rodríguez uma, os únicos dois dos presentes que já o fizeram.

Terça-feira, 7 de julho: 4ª etapa - Seraing (Bélgica) - Cambrai (223,5 km)


"A etapa dos pavés". O Tour terá pelo segundo ano consecutivo no Norte de França uma etapa de pavés, algo que era muito frequente até aos final dos anos 70, mas nessa altura também era normal ter quatro ou cinco contrarrelógios ao longo da prova, duas etapas no mesmo dia (ou até três) e bonificações nos cronos. Mesmo nos coletivos.
São sete setores de paralelo, com um total de 13,3 quilómetros, o primeiro ainda na primeira metade, os seis restantes nos 46 quilómetros finais. Um dos dias mais importantes da temporada para os classicomanos presentes mas também para os homens da geral. Uns para ganharem tempo à la Nibali, outros para resistirem.

Quarta-feira, 8 de julho: 5ª etapa - Arras Communauté Urbaine - Amiens (189,5 km)


Nova oportunidade para uma vitória ao sprint, como a de Mario Cipollini em Amiens em 1999. Ou para uma surpresa, como Johan Bruyneel seis anos antes. Cabe às equipas dos homens mais rápidos trabalharem para que se repita o primeiro cenário, e cabe aos seus finalizadores carimbarem a obra feita.

Quinta-feira, 9 de julho: 6ª etapa - Abbeville - Le Havre (191,5 km)


Se até há pouco tempo havia a ideia de que a primeira semana de Tour era para os sprinters, não há dúvida que este dogma se tem vindo a perder. A chegada a Le Havre, não sendo teoricamente suficiente para causar diferenças entre os aspirantes ao pódio final, tem 850m a 7% a terminar a cerca de meio quilómetro do risco final.
Alguns homens rápidos mais versáteis (como Sagan) tentarão chegar aqui ao triunfo que dificilmente terão em confronto com Cavendish, Greipel e Kittel (se este estiver como no ano passado, não a versão de 2015).


Sexta-feira, 10 de julho: 7ª etapa - Livarot - Fougères (190,5 km)


O vento poderá causar surpresas, mas à priori perspetiva-se uma discussão entre os melhores sprinters presentes.
Há 30 anos, em Fougères, a La Vie Claire de Bernard Hinault e Greg LeMond venceu um contrarrelógio coletivo, e duas semanas e meia depois Hinault conquistou o seu último Tour. O quinto. Melhor que ele, somente Merckx.

Sábado, 11 de julho: 8ª etapa - Rennes - Mûr-de-Bretagne (181,5 km)


Para o único final de etapa no Mûr-de-Bretagne não é necessário recuar tanto. Foi em 2011, com vitória de Cadel Evans, que viria a arrebatar esse Tour.
São 2 km a 6,9%, com a primeira metade a 10%. Não é longa, não é demasiado inclinada, mas para algum candidato ao pódio será demasiado explosiva. Algum dos que preferem subidas mais extensas e feitas num ritmo mais constante perderá aqui segundos.

Domingo, 12 de julho: 9ª etapa - Vannes - Plumelec (28 km, contrarrelógio coletivo)


Contrarrelógio coletivo em relação ao qual sou completamente contra, pois ao nono dia de prova já haverá vários abandonos e equipas significativamente desfalcadas, o que poderá levar ao caso de vermos candidatos ao triunfo final ainda com os oito companheiros e outros apenas com seis, por motivos que lhes serão alheios. Aliás, demonstração da falta de senso deste crono, é o próprio regulamento da UCI proibir contrarrelógios coletivos depois de ultrapassado o primeiro terço de prova. Como 21 a dividir por 3 são 7 e a 9ª etapa já é depois disso, o organizador teve que solicitar autorização especial à UCI, a qual foi concedida. Com a UCI, nunca sabemos quais as regras que são para aplicar e quais para enfeitar.
Relativamente ao crono, além das baixas que se poderão verificar nalgumas formações, há a destacar o relevo. Num CRE tão curto geralmente são importantes (além naturalmente de contrarrelogistas), homens rápidos, com explosão. Neste, sendo em constante sobe-e-desce, os sprinters apenas servirão para os primeiros quilómetros. É verdade que as subidas não são demasiado duras, mas os homens a lutar pela geral não podem esperar pelos seus companheiros menos talhados para este terreno, com a agravante do peso suplementar das bicicletas de contrarrelógio.

Terça-feira, 14 de julho: 10ª etapa - Tarbes - La Pierre-Saint-Martin (167 km)


Os ciclistas chegam aos Pirenéus no Dia de França, com a primeira chegada em alto, na estação de ski de Le Pierre-Saint-Martin, após uma subida de 15,3 quilómetros a 7,4% de inclinação média, mais do que suficiente para colocar a nu a má preparação de algum dos candidatos à camisola amarela.

Quarta-feira, 15 de julho: 11ª etapa - Pau - Cauterets (188 km)



Aspin e Tourmalet, dois pontos emblemáticos do Tour, descobertos para a prova francesa há mais de 100 anos, são os destaques das 11ª etapa, ainda que o final esteja em Cauterets, onde em 1995 venceu Richard Virenque, num dia que ficará lembrado pela morte de Fabio Casartelli.
No final são apenas 6,4 quilómetros a 5% de inclinação média. Mas vamos fazer cruzar os dedos para que alguém ataque logo no Tourmalet. Ou no Aspin.

Quinta-feira, 16 de julho: 12ª etapa - Lannemezan - Plateau de Beille (195 km)


Dizia a lenda que quem vencia em Plateau de Beille, vencia o Tour. Foi assim com Marco Pantani em 98, Armstrong em 2002 e 04 e Alberto Contador em 2007. Mas a vitória de Jelle Vanendert em 2011 destruiu a lenda.
O Col de la Core (14 km, 5,7%) e o Port de Lers (13km, 6%) servirão para eliminar muita gente, mas não para ataques de maior importância, pois estão ambas as dificuldades distantes de Plateau de Beille (15,8 km a 7,9%).

Sexta-feira, 17 de julho: 13ª etapa - Muret - Rodez (198,5 km)


Depois de três chegadas em alto nos Pirenéus, o pelotão deixa a cordilheira fronteiriça com Espanha em direção ao Maciço Central (e depois aos Alpes), com lugar para algumas etapas com espaço para a fuga do dia vingar. O final em Rodez é um desses para homens combativos.

Sábado, 18 de julho: 14ª etapa - Rodez - Mende (178,5 km)


Parece que este ano a subida de Mende já não se chama Monte Jalabert, talvez porque o ex-ciclista francês passou da lista de suspeitos para a lista de apanhados. Além de Jalabert, em 95, também Marcos Serrano em 2005 e Joaquim Rodríguez em 2010 venceram em Mende, uma curta mas muito inclinada rampa. São 3 km a 10,1%. Dois Mur de Huy. Um tipo de subida em que nem todos os grandes trepadores se adaptam da melhor forma.

Domingo, 19 de julho: 15ª etapa - Mende - Valence (183 km)


Desde o Col de l'Escrinet até à meta são 56 quilómetros. As equipas dos sprinters quererão manter a corrida minimamente controlada, mas sabem que não podem desgastar demasiado os seus velocistas antes desta contagem de segunda categoria e que durante ela terão que adoptar um ritmo mais moderado, para que sobrevivam. Resta então pouco menos de sessenta quilómetros para anular alguma fuga.
Por outro lado, algumas equipas, como a Orica de Matthews, poderá tentar eliminar os sprinters como Cavendish, Greipel ou Kittel. Ou a Tinkoff de Sagan e a Katusha de Kristoff, dependendo de como estiverem Contador e Rodríguez.

Segunda-feira, 20 de julho: 16ª etapa - Bourg-de-Péage - Gap (201 km)


Gap, sempre Gap, ali onde ganhou Rui Costa e antes dele Sérgio Paulinho. Havendo sempre Gap, ano após ano, haverá ainda algo que nunca ali se viu?
Poderá ser mais uma etapa para algum fugitivo, ou para algum favorito tentar a sua sorte no Col de Manse (8,9 km, 5,6%). Na subida, ou na descida.

Quarta-feira, 22 de julho: 17ª etapa - Digne-les-Bains - Pra Loup (161 km)


Testou-se recentemente no Dauphiné esta etapa, com Romain Bardet a atacar muito próximo do Col d'Allos, para ganhar espaço na descida e carimbar a vitória em Pra Loup, ali onde 40 anos antes, em 1975, Bernard Thévenet desbancou o camisola amarela Eddy Merckx, para dizer que não mais venceria o Tour o Canibal.
Subida dura para Col d'Allos (14 km, 5,5%), descida técnica, e então a ascensão para Pra Loup (6,2 km, 6,5%).

Quinta-feira, 23 de julho: 18ª etapa - Gap - Saint-Jean-de-Maurienne (186,5 km)



Esta será daquelas etapas com um arranque de loucos. Representa para muitos ciclistas e muitas equipas a derradeira oportunidade de vencer uma etapa, considerando que as duas seguintes são para trepadores e a final para sprinters. Veremos uma grande disputa para marcar presença na fuga do dia, mas dificilmente uma tão intensa luta pela classificação geral, com alguma economia de energias.

Sexta-feira, 24 de julho: 19ª etapa - Saint-Jean-de-Maurienne - La Toussuire (138 km)


Só colossos nestes dois dias de Alpes, tão bonitos para quem vê, tão duros para quem os sobe. Começam a subir o Col du Chaussy (15,4 km, 6,3%), o lendário Col de la Croix de Fer está depois de 22,4 km de subida a uma inclinação média de 6,9%, com o Col du Mollard de passagem e final em La Toussuire (18 km, 6,1%). Expectativa em alta para esta etapa. Oxalá não esteja a vitória já decidida.

Sábado, 25 de julho: 20ª etapa - Modane Valfréjus - Alpe d'Huez (110,5 km)


E oxalá também ainda esteja em aberto a luta pela camisola amarela à partida para este curta mas sofrível jornada, de tão só 110 km mas com final no Alpe d'Huez.
Em vez do Télégraphe e Galibier inicialmente previstos mas alterados devido a um deslizamento de terras, os ciclistas subirão pelo segundo dia consecutivo ao Col de la Croix de Fer, desta feita por outra vertente. Serão 29 quilómetros de subida a 5,2% de inclinação média, antes do Alpe d'Huez, com 13,8 km, 8,1% de inclinação média e 21 curvas.

Domingo, 26 de julho: 21ª etapa - Sèvres - Paris (109 km)


Paris. Finalmente Paris.

Histórico de Vencedores:

2014 Vincenzo Nibali
2013 Chris Froome
2012 Bradley Wiggins
2011 Cadel Evans
2010 Andy Schleck
2009 Alberto Contador
2008 Carlos Sastre
2007 Alberto Contador
2006 Oscar Pereiro
2005 Lance Armstrong
2004 Lance Armstrong
2003 Lance Armstrong
2002 Lance Armstrong
2001 Lance Armstrong
2000 Lance Armstrong
1999 Lance Armstrong
1998 Marco Pantani
1997 Jan Ullrich
1996 Bjarne Riis
1995 Miguel Indurain
1994 Miguel Indurain
1993 Miguel Indurain
1992 Miguel Indurain