quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Caja Rural mantêm aposta em ciclistas portuguêses

Depois de José Gonçalves já ter confirmado a continuidade de José Gonçalves, a Caja Rural anunciou a renovação do contrato de Ricardo Vilela, depois das excelentes participações dos dois ciclistas na ultima edição da Vuelta.

A formação espanhola também fez contratações no pelotão português. Domingos Gonçalves (ex-Efapel) será o terceiro português da equipa, juntando-se também Alberto Gallego (ex-Rádio Popular Boavista) e também Diego Rubio (ex-Efapel) vencedor da última edição da taça de Portugal de ciclismo.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Contador não irá defender o título do giro

Alberto Contador esteve esta segunda-feira presente na apresentação da Volta a Itália 2016, porém, deixou claro que na próxima época ficará fora da competição que venceu em 2015.

“A Volta a Itália é sempre especial para mim. É a volta mais bonita do mundo, mas no ano que vem será bom ver a prova pela televisão. De facto, será muito duro vê-la pela televisão. Contudo, se quero ir à Volta a França com garantias de poder fazê-lo bem, creio que é melhor não estar presente no Giro”, afirmou.

A última meta de Ivan Basso...

Ivan Basso anunciou, esta segunda-feira, que irá abandonar o ciclismo. O corredor italiano revelou a decisão durante a cerimónia de apresentação do "Giro" de 2016.

Basso, vencedor da Volta transalpina em 2006 e 2010, viu ser-lhe diagnosticado um cancro nos testículos, durante a participação no Tour de France. Recentemente, os médicos transmitiram ao ciclista a impossibilidade de combater a doença na totalidade e, consequentemente, "chumbaram" o seu regresso à alta competição.

"Todos os atletas sabem que a luz não brilha sempre durante a carreira. Inevitavelmente, esta luz escureceu para mim e um desportista inteligente deve saber quando chega o momento de a desligar", afirmou Basso, de 37 anos.

Considerado um dos melhores "trepadores" da sua geração, Basso tinha sido contratado esta época pela Tinkoff-Saxo. O transalpino vai continuar ligado à equipa, passando a integrar o corpo técnico.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Rui Costa 9º do ranking WT

O português Rui Costa (Lampre-Merida) terminou a época como nono ciclista do ranking do WorldTour, a primeira divisão do ciclismo mundial, com Portugal a fechar o ano como 12ª nação. 

Concluída a Volta a Lombardia, última prova da temporada, o antigo campeão mundial, que no ano passado concluiu a época em quarto lugar, soma 324 pontos, os mesmos do oitavo, o belga Greg Van Avermaet (BMC). 

O espanhol Alejandro Valverde (Movistar) revalidou o título, encerrando o ano com 675 pontos, mais 201 pontos do que o seu compatriota e rival Joaquim Rodriguez (Katusha). 

No ranking por países, Portugal ficou na 12ª posição, com 355 pontos. A Espanha encabeça a lista, com 1945.

sábado, 3 de outubro de 2015

Açores aposta na promoção do ciclismo em 2016

O Secretário Regional do Turismo e Transportes anunciou hoje, em Ponta Delgada, que os Açores vão receber cinco provas de ciclismo em 2016, que integram o Programa Cyclin’Azores.

Vítor Fraga, que falava na apresentação da Azores MTB Marathon 2015, que decorre neste fim-de-semana, salientou que “o ciclismo é uma atividade em crescimento, como é reconhecido pela própria Organização Mundial do Turismo, e torna-se fundamental criar condições quer para o desenvolvimento deste produto turístico, quer para a sua qualificação”.

“Este é um trabalho que terá de ser conjunto entre as várias entidades”, frisou o Secretário Regional, acrescentando que será estabelecido um protocolo com a Associação de Ciclismo dos Açores para o desenvolvimento e implementação do Cyclin'Azores, já em 2016.

O 'Cyclin'Azores' é um programa a desenvolver pela Associação de Ciclismo dos Açores, em conjunto com a Federação Portuguesa de Ciclismo, que contará com a realização de várias provas, nomeadamente uma competição nacional de quatro dias, no Faial e no Pico, em maio; uma competição nacional de quatro dias em S. Miguel, em junho; uma competição nacional de três dias na Terceira, em julho; o Azores MTB World Marathon Series em S. Miguel, em outubro de 2015 e de 2016, e ainda o Azores Granfondo, uma prova de massas, na vertente de estrada, a realizar em sistema de rotação por várias ilhas e que no próximo ano será realizada na ilha do Pico.

“Julgo que está claro que esta é uma aposta, não só para o imediato, mas sim para o futuro, indo ao encontro daquilo que tem sido a estratégia do Governo no que concerne à angariação e ao apoio a eventos”, promovendo “a sua necessária consolidação para, maximizar o retorno de todo o investimento efetuado”, frisou Vítor Fraga.

O Secretário Regional afirmou ainda que o Azores MTB World Marathon Series é um evento que se enquadra claramente na estratégia definida pelo Governo dos Açores para a angariação de iniciativas, que tem dois objetivos claros, que são a captação direta de fluxos turísticos associados ao evento e a promoção da Região.

“Este evento engloba-se na aposta do Governo dos Açores com vista à construção de um destino turístico sustentável e um destino turístico de sucesso”, disse Vítor Fraga.

Para o titular da pasta do Turismo, este “é um evento que tira claramente partido das mais-valias da nossa natureza, para potenciar o desenvolvimento de um produto turístico com claras possibilidades de expansão no arquipélago”.

No próximo ano, a prova fará parte da Taça de Portugal de Maratonas, o que irá potenciar o número de participantes.

O Secretário Regional enalteceu ainda todo o empenho da Associação de Ciclismo dos Açores na organização do MTB World Marathon Series, assim como o reconhecimento que a associação obteve junto da União Ciclista Internacional, que já estabeleceu data para a edição do próximo ano (outubro de 2016).

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Percurso do Giro 2016 foi revelado


Apesar de oficialmente o percurso apenas ser apresentado na próxima semana, já são conhecidas as etapas e perfis das mesmas do Giro 2016. 

Claro que as etapas ainda não foram anunciadas de forma oficial, mas o percurso não deve sofrer qualquer alteração. 

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), Delmino Pereira, justificou a obrigatoriedade de as equipas de ciclismo portuguesas terem 60% do plantel abaixo dos 28 anos com a necessidade de renovar o pelotão nacional para atrair novos patrocinadores. 

"Queremos que Portugal seja um país em que a tendência seja de um pelotão mais jovem e não o contrário. É esta a filosofia e a lógica das equipas continentais em todo o mundo. Em Espanha e noutros países, essa regra é muito mais acentuada e agressiva e, por isso, fizemos um ajustamento, porque queremos que o nosso pelotão seja tendencialmente mais jovem. Foi um acerto, não é nada extraordinário", explicou à agência Lusa o presidente da FPC.

Delmino Pereira respondia assim à preocupação expressada por vários ciclistas e diretores desportivos nos últimos dias, depois de tomarem conhecimento da normativa, aprovada a 17 de setembro, que estipula que, em 2016, o plantel de cada uma das equipas profissionais portuguesas terá de ter 60% de ciclistas com menos de 28 anos, uma cláusula que agrava a que esteve em vigor esta temporada - metade do plantel teria de ser sub-28. 

"É uma alteração que não é significativa, que é muito ajustada e está aqui a tentar equilibrar todos os interesses. Acho que vem valorizar o ciclismo português aos olhos do mundo. Nós queremos um ciclismo mais dinâmico. Este é um pequeno sinal que se dá para inverter uma espiral recessiva, porque a circunstância atual tem vindo a acentuar as dificuldades. Não é só uma questão conjuntural ou económica, é uma questão de uma filosofia que está desatualizada e não inspira os patrocinadores a investir. Obviamente que, sentindo que é uma modalidade que fomenta a juventude, estou convencido que outras marcas se poderão associar ao ciclismo", defendeu. 

Questionado sobre se a nova regra poderá provocar uma vaga de despedimentos no pelotão nacional, o presidente da FPC afastou esse cenário.

"Fizemos cálculos quanto ao número de pessoas que podiam deixar de correr e não é significativo. É mais significativo a quantidade de corredores que anualmente abandona o ciclismo sem ter tido ao longo da sua vida uma única oportunidade", disse.

Delmino Pereira desdramatizou o impacto da nova norma e voltou a frisar que a mudança de paradigma é o único caminho para o ciclismo luso. 

"Não quero que a regra seja corredores antigos, em final de carreira, no nosso pelotão. A regra é ciclistas novos, com dinâmica, em evolução. E depois, quando possível, colocar corredores, mais maduros, mais experientes, que também têm o seu espaço e são importantes para o desenvolvimento do nosso ciclismo. Mas não deverão ser esses a maioria", acrescentou. 

A maioria de que o responsável máximo do ciclismo nacional fala é expressa nos números da última Volta a Portugal: apenas três sub-28 entraram no top10 - Jóni Brandão (2.º), António Carvalho (6.º) e Amaro Antunes (10.º) -, com Frederico Figueiredo (14.º) a ser o único outro representante dos menores de 28 das formações nacionais no top20. 

"Esse dado não é positivo para o prestígio do ciclismo português no resto do mundo", considerou, elucidando que "se houve necessidade de escrever este regulamento é porque não é bem esse o interesse das equipas". 

O responsável federativo considera que há corredores de qualidade em Portugal para que a nova medida seja implementada com sucesso.

"Mas também acho que o mundo do ciclismo tem muitos ciclistas - não precisam de ser todos portugueses - que são interessantes e que facilmente poderão resolver esse problema. O problema é a falta de oportunidades. Há muitos jovens que poderemos ir buscar", concluiu.